Empreendedorismo

Mulheres empreendedoras: avanços e dificuldades

A participação das mulheres no mercado de trabalho é uma das esferas que, infelizmente, ainda refletem a desigualdade de gêneros na sociedade. Sabe-se que, ao longo da história, a mulher ocupou um lugar de subordinação e sofreu com a incompreensão de seu papel social – sempre vista apenas como filha, futura esposa e mãe dedicada.

Quem se arriscava no mercado de trabalho acabava por sofrer com a exploração e discriminação, sempre trabalhando acima de seus limites físicos e recebendo muito menos do que os homens.

Depois de muitas lutas, as mulheres conseguiram conquistar e assegurar alguns direitos. Ainda assim, segundo a última pesquisa divulgada pela Organização Internacional doTrabalho (OIT), 75% dos homens com mais de 15 anos estão na força de trabalho contra 48,5% das mulheres*.

* Os dados fazem parte do relatório Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo Tendências para Mulheres 2018.

Se no mercado de trabalho como um todo a situação ainda não é das melhores, imagine no comparativo entre homens e mulheres que ocupam posições de liderança! A pesquisa Mulheres e o Mundo Corporativo, liderada pela empresa Robert Half e realizada em 2016, mostrou que em 49% das profissionais entrevistadas, menos de 5% das lideranças de suas empresas são ocupadas por mulheres.

Empreendedorismo Feminino

Investir em um negócio próprio tem sido uma alternativa para mulheres que possuem condições e que desejam se manter no mercado. Segundo dados divulgados pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM) em 2016, o Brasil possuía 7,9 milhões de empreendedoras! Empreender entrou para ficar no vocabulário das mulheres!

Apesar disso, o caminho ainda é longo e há muito o que se fazer. O ambiente corporativo ainda possui muitas limitações, especialmente para a mulher. A pesquisa realizada pela Robert Half apontou que 66% das mulheres entrevistadas já sofreram discriminação no trabalho, 60% já ouviram comentários preconceituosos e 47% já tiveram suas habilidades questionadas em momentos de crise.

Outros fatores também podem influenciar a carreira da mulher – como a gravidez e maternidade, por exemplo. Infelizmente, eles muitas vezes são “motivos” de demissões e contestação de habilidades. Sem contar na sobrecarga: a mulher que é mãe e trabalhadora\empreendedora e precisa dividir seu tempo entre família e trabalho.  

Não é à toa que, ainda na pesquisa Mulheres e o Mundo Corporativo, apenas 53% das mulheres disseram ter retornado integralmente ao trabalho, enquanto 27% retornaram parcialmente e as demais acabaram sendo desligadas pela própria empresa.

É por isso que criar seu próprio negócio tem sido uma alternativa bastante favorável às mulheres – seja para ficar mais próxima dos filhos, para ter mais flexibilidade de horários, obter uma renda extra ou até mesmo prover o sustento da família!

Isso não quer dizer que ser uma mulher empreendedora seja simples e que manter seu próprio negócio seja fácil: as dificuldades e desafios surgem dia após dia! Mas, nada que nós mulheres não sejamos capazes de dar conta, não é?

Aliás, um estudo realizado pela consultoria MicKinsey demonstrou que ter mulheres na equipe e em cargos de liderança aumenta em 21% a chance de uma empresa a ter um desempenho lucrativo acima da média!! Incrível, não é?

A Pink Cheeks está aqui para comprovar todo esse sucesso feminino: uma empresa liderada por três mulheres  e que, a cada dia, fortalece mais seu espaço no mercado! Tudo fruto de muito esforço, dedicação e, claro, de seguidores e clientes fiéis como vocês <3



Nossa história já saiu em alguns canais da imprensa! Confira:

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E você? Qual a sua história? Comente e compartilhe com a gente sua experiência 🙂

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